Ninguém imaginou que a flexografia chegaria no patamar que está hoje! O processo flexográfico surgiu por volta de 1890, cerca de 155 anos atrás. Na época não oferecia muita qualidade, a tinta era feita de alcatrão com água, o que dificultava a fixação da impressão, tornando comum o produto ter tinta escorrida e tipografia borrada.

 Com o passar do tempo, as máquinas, técnicas e as tintas foram evoluindo e se desenvolvendo. A partir do século XX, a flexografia passou a ser o que conhecemos hoje, tornando-se o principal processo de impressão de embalagens flexíveis, rótulos e papelão ondulado do mundo. 

 Junto com a evolução da flexografia as embalagens começaram a ganhar um papel estratégico para as organizações dos mais diferentes segmentos e portes. Se tornaram um forte instrumento para alavancar as vendas e qualificar as ações de marketing. Com isso, a qualidade da impressão que determinada embalagem tem é de extrema importância para o sucesso da empresa.

 Dentro do mercado que atuo, de impressão gráfica, as embalagens flexíveis vêm em um enorme crescimento. Pesquisas globais de consumo sobre a indústria, divulgada na Revista ABFLEXO AFTA BRASIL (edição 162), afirmam que no mercado de embalagens da Europa, a flexografia lidera com 56%, seguida por offset com 29%, roto com 13%, digital com 1% e outros com 0,6%. A Flexografia está em vantagem devido a qualidade de impressão que oferece e cada vez mais, vem melhorando na produtividade.

 As inovações não param de aparecer no mercado, mas acredito que dentro da flexografia a maior forma de inovar é dentro do próprio processo, buscando formas ainda mais eficientes de produção.

 Hoje contamos com a tecnologia a nosso favor, então desenvolver um melhor desempenho da máquina, oferecer novos serviços/produtos que girem em torno da flexografia, ou até mesmo melhorar o que já acontece no processo em que usamos. Se foi possível evoluirmos o que surgiu em 1890, por que não conseguiríamos agora com todas as facilidades tecnológicas que temos?

 No século em que vivemos, é impossível não ser inovador, o mundo é variável, incerto e ambíguo. As tecnologias trazem mudanças e nos cobram também, mas para inovar é preciso ir além, é preciso criar valor, apresentar uma solução que seja melhor que as alternativas existentes.

 Acredito que daqui para frente a tendência é inovar, independente da técnica que é usada, buscando sempre oferecer o melhor produto ou serviço, usando a tecnologia a nosso favor. E tenho total consciência que dentro da flexografia existem desafios que podem ser superados, e com eles, sua qualidade poderá ficar ainda melhor!