Inovação. Essa é a palavra do momento para explicar o que se passa na flexografia no Brasil e no mundo. Inovar não é fazer tudo novo, começar do zero, mas sim fazer diferente com algo que já existe. E assim, acredito que a flexografia está se renovando. A flexografia é um dos principais processos de impressão gráfica, ele só perde para o sistema de offset, muito utilizado no mercado editorial, mas que no mercado de etiquetas adesivas foi o tipo de impressão que melhor se adaptou, sendo ainda o melhor custo/benefício. 

O mercado gráfico e dividido por alguns segmentos, e dentro da minha experiência posso dizer que o de banda estreita – que é o de etiquetas e rótulos adesivos no qual atuo – a flexografia ainda é a predominante.  Devido a evolução tecnológica dos periféricos como as tintas, anilox, clichês, softwares e todo o ferramental que compõem a estrutura de impressão, as máquinas flexográficas acompanharam essa evolução.

A flexografia tem a vantagem de ter uma produtividade muito alta e nas médias e grandes tiragens ela continua sendo imbatível comparada às técnicas digitais. 

Um exemplo disso é o mercado de embalagens. Com o aumento da diversidade de produtos, buscando atender a cada nicho, somado a um mercado consumidor muito exigente, os volumes de impressão por modelo foram reduzidos, e os processos tradicionais de setup acabaram tornando-se lentos e custosos. E foi aí que a impressão digital ganhou vantagem, por oferecer esse ganho de troca de serviços, com um setup muito ágil e a eficiência de produção em pequenas escalas.

Da mesma maneira que a digital foi evoluindo, a flexografia correu para ganhar o seu espaço. Tecnologias de pré-registro e registro eletrônico, sistemas de gerenciamento de cor em linha, elevação da qualidade dos clichês e tintas, além de um ganho significativo de produtividade aumentaram o poder de combate da flexografia, mesmo dentre pequenas quantidades.

Quanto a impressão digital, ela está cada vez mais relevante. Acredito, porém que, migrar para o digital não se trata somente de equipamento, mas sim, alterar significativamente o seu processo industrial. Não adianta ter só uma máquina de impressão digital, é preciso ter uma empresa com uma visão digital. A transformação precisa ser na filosofia de trabalho e de mão de obra, fundamentalmente.

A verdade é, mesmo inovando não tem como fugir: a tendência é a digital conquistar o espaço da flexografia. A digital está em ascensão, mesmo assim, ainda não enxergo nisso uma ameaça e sim, uma oportunidade. A evolução da impressão digital puxa a adoção de tecnologia nos métodos de impressão convencionais.

Nos dois últimos anos, nós investimos em impressoras flexográficas de última geração, implantamos e aprimoramos o processo de gama expandida em toda a fábrica, com o uso de paletas fixas em detrimento da formulação de cores em escala. Neste caso, além da redução de desperdícios com a formulação de tintas, ganhamos velocidade no setup e estabilidade nas repetições de serviços. Reduzimos significativamente as perdas de setup, o tempo de aprovação, e aumentamos a produtividade geral dos equipamentos. Com isso, conseguimos elevar a qualidade de nossos impressos flexográficos ao extremo, rivalizando com a qualidade offset. Somos pioneiros no uso de gama expandida em rótulos e adesivos, e estamos sempre atentos aos avanços tecnológicos que possam nos levar adiante.

Inovando e ficando atento as mudanças podemos fazer das ameaças novas oportunidades e ainda, gerar novos negócios. Aposto firmemente na flexografia e acredito nas múltiplas oportunidades que estão por vir.